Programa europeu para caça de sexta geração enfrenta impasse entre Airbus e Dassault

Programa europeu para caça de sexta geração enfrenta impasse entre Airbus e Dassault
Programa europeu para caça de sexta geração enfrenta impasse entre Airbus e Dassault (Foto: Dassault Aviation)

A Airbus afirmou que está explorando alternativas com a sueca Saab diante das dificuldades crescentes do programa Future Combat Air System (FCAS), iniciativa voltada ao desenvolvimento de um caça de sexta geração para Europa.

Segundo o site The War Zone, o CEO da Airbus Defence and Space, Michael Schoellhorn, disse que a empresa está aberta a cooperar com a Saab no desenvolvimento de uma nova aeronave de combate tripulada.

A declaração é vista como um dos sinais mais claros até agora de que a Airbus considera possíveis mudanças profundas ou até uma reestruturação completa do programa FCAS.

O FCAS reúne França, Alemanha e Espanha, mas o projeto enfrenta há anos disputas entre a Airbus e a francesa Dassault Aviation sobre divisão de trabalho, liderança e controle tecnológico. Relatórios recentes apontam que tentativas de mediação falharam e aumentaram as dúvidas sobre a viabilidade do programa em seu formato atual.

Durante entrevista ao jornal sueco Dagens Industri, Schoellhorn afirmou que “é hora de explorar outras opções” e destacou a experiência da Saab no desenvolvimento de caças. Ele também alertou para o risco de a Europa acabar dependendo novamente de aeronaves americanas caso os projetos continentais atrasem ainda mais.

+ Lituânia anuncia compra de 936 blindados Patria da Finlândia

“Se quisermos ter algo que possa ser chamado de sexta geração e que seja transportado pelo ar antes da década de 2040, temos que agir agora. Estamos esperando impacientemente para ver o que os políticos vão decidir. Se ainda estivermos no limbo no final do ano, isso seria muito desafiador”, disse Schoellhorn.

Além do caça tripulado, a Airbus também demonstrou interesse em ampliar cooperação com a Saab em drones de combate e aeronaves de alerta aéreo antecipado, como o sistema GlobalEye. A companhia sueca já trabalha em estudos para futuros sistemas de combate aéreo, incluindo plataformas tripuladas e não tripuladas.

Enquanto isso, o programa GCAP, liderado por Reino Unido, Itália e Japão, continua em andamento, aumentando a pressão para que o FCAS encontre uma solução antes que a Europa fique ainda mais fragmentada no desenvolvimento de sua próxima geração de caças militares.

Foto: Dassault Aviation. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.

Back to top